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Anúncio de radionovela da emissora (escrita por Ivani Ribeiro), publicado em 14/12/1981 no jornal santista A Tribuna
Esta veio a ser a segunda emissora de rádio santista, fundada a 26 de maio de 1935 por Carlos Baccarat. Iniciou suas atividades no Parque Balneário Hotel, onde instalou seu estúdio, transferindo-se a seguir para o edifício da Sociedade Humanitária dos Empregados do Comércio de Santos, onde também instalou sua antena transmissora.
Por volta de 1945, instalou-se na Praça Correa de Melo, esquina com a Rua Itororó, onde reuniu sua administração, estúdios, discoteca, transmissores, com dependências para seu departamento de publicidade, de radionovela e de esportes, além de pequeno auditório, em cuja programação revelou magníficos artistas, conjuntos musicais etc. No final da década 60 transferiu-se para a Rua Frei Gaspar nº 100, onde, enfrentando sua maior crise financeira, começou a decair tecnicamente, e nesse local só mantinha sua administração, estúdio, técnica etc.
A Rádio Atlântica nasceu em função do apogeu do café, em Santos, onde militava, com sucesso, a família Baccarat, objetivando ser dinâmica, sensacional, diferente e disposta a proporcionar um melhor informativo do cotidiano e uma melhor movimentação artística e cultural. Efetivamente, ela conseguiu, por muito tempo, cumprir seus objetivos e conquistou a maior audiência santista.
Ela formou uma notável geração de artistas, locutores, narradores, cantores, comediantes, animadores de auditório, arranjadores e radioatores, muitos dos quais ganharam projeção nacional. Possivelmente Armando Rosas haja sido o seu homem de rádio na mais ampla acepção desse conceito, que se projetou no cenário radiofônico brasileiro, com extraordinário brilhantismo e sucesso.
Mas, também, tiveram grande participação no sucesso da emissora Vicente Leporace (daqui foi brilhar na Rádio Bandeirantes, em São Paulo), Caldeira Filho, Correia Júnior, Rosinha Mastrângelo, Walter Dias, José Liberato e outros.
A Rádio Atlântica de Santos, que iniciou com o prefixo PRG-5, hoje tem o prefixo ZYK-534, transmitindo na frequência 590 kHz, com a potência de 10 quilowatts. Em 1971, atravessando muitas dificuldades financeiras, ela foi vendida ao Grupo A Tribuna, que transferiu todas suas instalações para seu prédio próprio na Rua João Pessoa nº 129, sob a direção geral de Roberto Mário Santini.
No auge das décadas de 40, 50 e parte de 60, quando a programação de auditório dominava o povo, a Rádio Atlântica brilhou com a apresentação dos maiores cartazes da radiofonia brasileira e internacional, como Francisco Alves, Sílvio Caldas, Orlando Silva, Carmem Miranda, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Vicente Celestino, Grande Otelo, Gregório Barrios, Dalva de Oliveira, Dircinha e Linda Batista e, posteriormente, com alguns artistas da nova geração, como Jair Rodrigues, Jerry Adriani, Genival Lacerda, Demetrius, Katya, Luiz Guedes, Perla e Tomás Roth, além do Chacrinha, que atravessou quase todas as gerações do rádio brasileiro.
A Rádio Atlântica de Santos, durante mais de trinta anos, foi absoluta em audiência, não só em suas radionovelas, como em suas programações esportivas, inicialmente com Gracioso Filho e depois com Ernani Franco. Exerceu função preponderante na vida de Santos, quer como órgão de informação, quer como difusora cultural, quer, ainda, influenciando na própria política da cidade.
Do Grupo A Tribuna passou à propriedade do sr. Élio Ávila de Souza, competente técnico de radiofonia radicado em Santos, que prestou serviços à Rádio Cultura São Vicente, à Rádio Cacique, à Rádio A tribuna e à própria Rádio Atlântica, junto ao grupo A Tribuna.
Atualmente pertence ao sr. José Manoel Ferreira Gonçalves, que a transferiu para o Guarujá, onde tem sua sede, estúdios e transmissores, na Av. Dr. Adhemar de Barros nº 280, cj. 05. Seu principal programa é Deus é Amor, da Igreja Evangélica.
Foi uma rádio de grande tradição na vida santista.
Pesquisa efetuada no Site: www.novomilenio.inf.br/santos/h0067c.htm
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